Dia 8 - Munique 17/06/06
Depois de dormir apenas umas 2h30 levantamos ainda de madrugada pra pegar o avião pra Munique. Acordamos a tiazinha lesada do albergue que estava dormindo no sofá da salinha de televisão, fizemos checkout e rumamos pro aeroporto.
Em Munique ficaríamos na casa do tio Stefan, um figura que entrei em contato pelo site Host a Fan e que nos alugou dois quartos na casa. Além de nós quatro (eu, Zé Toninho, Faggi e Véião), ficariam lá também o Zadá e a Niara que encontraríamos mais tarde na Fan Fest.
Chegamos no aeroporto e fomos procurar o tio Stefan, que ia nos esperar com uma plaquinha com meu nome e uma camisa do Brasil. Depois de dar um rolezinho achamos o cara, que estava mesmo com a plaquinha mas vestindo uma camiseta da Caninha 51 hahaha Era meio difícil se comunicar com ele porque ele falava inglês muito mal, mas deu pra se virar. Quando chegamos no carro dele, achamos que ele era lenhador porque tava cheio de galhos de árvore no porta mala, mas ele era mesmo policial.
Tio Stefan morava longe pra cacete, na cidade de Dorfen, há uns 40km do centro de Munique. Pra chegar a Dorfen, a gente passa pela cidade de Erding, onde tem a fábrica da cerveja Erdinger. Paramos lá pra ir na lojinha e o Stefan arranjou pra fazermos o tour mas estávamos quebrados de cansado e recusamos (acho que ele ficou meio puto, mas tudo bem). Então só ficamos na loja enquanto ele foi resolver umas paradas pro PC dele e voltou pra nos buscar. Destaque da loja para o Véião que fez a compra do ano: MUNHEQUEIRAS DA ERDINGER (sim, aquele negócio que viados usam pra enxugar o suor, porque homem usa a camiseta mesmo)!!! Como disse um amigo nosso: "Você entra na loja da Nike e pede uma lata de cerveja? Não... então não vai na Erdinger e pede uma munhequeira kct!!!"
Saindo da loja da Erdinger, fomos rumo a casa do tio. Antes porém paramos num mercado e tio Stefan comprou salsichas brancas (weisswurst) e molho especial para salsichas brancas (molho p/ weisswurst) pois ele ia fazer um almoço típico da Bavaria pra nós (Bavaria, ou Bayern, é o Estado cuja capital é Munique). Ele avisou também que a Erdinger estava na geladeira nos aguardando e não deu outra. Chegamos na casa, bem legal aliás, e após sermos apresentados ao nosso quarto, descemos pro jardim e já fomos servidos da gelada Erdinger, nos copos próprios, enquanto tio Stefan avisou que estava cozinhando as salsichas. Minutos depois chegou a panela de salsichas e uma cesta de pretzels salgados, quentinhos, ótimos!!! Tio Stefan ensinou pra nós como tirava a pele da salsicha e todos almoçamos alegremente uma típica comida regional.
Depois do almoço fomos tirar um cochilo e já meio descansados pegamos o trem rumo a Munique para ir à Fan Fest e encontrar a galera. A Fan Fest foi montada no Olympiapark onde tem o Olympiastadion usado na Olimpíada de 72 e na final da Copa do Mundo de 74. Logo na entrada já encontramos a galera: Zadá, Niara, Simone, Mirela, André, Márcio e o mini-trio que fazia um barulho bem legal. Depois de agitar com a galera, comer mais um salsichão, tomar umas cervejas e assistir à primeira zebra da Copa (Gana 2 x 0 Rep. Tcheca), eu e o Zé Toninho pagamos 4 euros pra entrar na feira de vinho que estava tendo no Olympiastadion com o objetivo de conhecer o estádio, que realmente é espetacular.
Se o dia já estava bem animado na Fan Fest, ele só melhorou a partir daí. Saímos de lá rumo a Marienplatz (a praça onde fica o prédio da prefeitura de Munique) onde ia continuar a balada. Fomos os 6 novos habitantes da casa do tio Stefan no Citröen C5 alugado pelo Zadá. Não sabíamos chegar lá então paramos um nativo de Munique no caminho e praticamente obrigamos o cara a nos levar até lá, oferecendo uma cerveja em troca. O cara, que era clone do Michael Bolton, não só nos levou até lá como arrumou lugar pra estacionarmos e no fim da balada passou coletando garrafas vazias no chão da praça.
O mini-trio também estava lá, então a diversão estava garantida. A Marienplatz estava completamente lotada de alemães, brasileiros e australianos, que estavam só esquentando pro jogo do dia seguinte. Apesar da Austrália não representar nada em termos de futebol seus torcedores foram em grande número. A noite foi embalada ao som de axé e muita Hacker Pschorr, a cerveja que era vendida em uma barraquinha da praça e que logo acabou (acabando com a festa também). Este foi, até então, o dia mais "Copa do Mundo" da viagem... muita gente, muita festa, muita interação ou seja, o slogan "A time to make friends" nunca coube tão bem.
Acabando a cerveja, e a festa, ainda tínhamos uma estrada pra pegar. Nessas horas que a gente vê que tem sorte na vida. Seis pessoas morrendo de sono pegando uma estrada de Munique pra Dorfen pela primeira vez na vida, sem saber chegar no local. Felizmente quem capotou foram os 4 do banco de trás, eu e o Faggi nos mantivemos meio acordados e com ajuda de alguns mapas (que o Zé insistia em não liberar) conseguimos chegar, às 4 da manhã. Pra fechar o dia com chave de ouro, mal chegamos na rua da casa e o Zadá acorda, do nada e manda: "Já chegamos? Então abre a porta que eu quero vomitar..." Faz o serviço e ainda limpa a boca onde devia, na sua bandeira do Santos.

2 Comments:
Meu... que punk! Eu já teria desmaiado antes com tanta cerveja. Que mal lhe pergunte e os banheiros hein? tanta beer, muito xixi, e aí? erá difícil?
Banheiro... Ta ai uma coisa que eu quase nao vi na Copa do Mundo! :) Mas dava pra entrar em qq bar e resolver os problemas...
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