Dia 6 - Praga 15/06/06 - 1o. tempo
Nosso segundo dia em Praga veio a ser o dia mais cansativo e talvez mais proveitoso de toda a viagem. Nós saímos do albergue por volta de 11 da manhã e voltamos as 11 da noite, tomamos banho e saímos de novo, voltando lá pras 3 da manhã. Isso tudo a pé.
Nosso objetivo era ir até o Castelo de Praga, que ficava meio longe mas dentro dos limites de se andar a pé, segundo nos havia dito um brasileiro perdido que encontramos no albergue. E no meio dessa andança íamos conhecendo os outros pontos turisticos, que não são poucos.
Logo pela manhã o Zé Toninho chegou no albergue, vindo de trem de Berlin. Recebemos ele com honras de campeão e saímos pra fazer nosso city tour. Saimos da Sokolska, a rua do albergue, e descemos rumo a Praça Venceslau, a mais famosa da cidade, que começa na frente do Museu Nacional com uma estátua do Rei Venceslau e desce até a área da cidade velha. A cidade estava infestada de turistas, principalmente brasileiros (descendo pra Munique) e ingleses (subindo pra Berlin). Na praça aproveitamos pra tomar uma cerveja, claro, precisamos seguir as tradições tchecas! Tomamos a Budweiser original, que se chama Budvar e é 100 mil vezes melhor que a imitação americana.
Descendo toda a praça, chegamos na Cidade Velha e aí é bem legal, são várias ruazinhas estreitas e becos onde mal passa um carro (mas passa, eles dão um jeito) cheio de lojas de souvenir, restaurantes e tudo mais. Aproveitamos pra parar num típico restaurante tcheco e comer Goulash, que tava bom pra kct, claro acompanhado de 0,5 L de Pilsner Urquell a cerveja mais tradicional do país.
Seguindo o tour, fomos rumo a Karluv Most, a ponte mais famosa da cidade (Praga é cortada por um rio e várias pontes dão acesso ao outro lado mas essa é a mais turística). Nunca vimos tantas estátuas quanto nessa ponte. A cada 10 metros tem uma estátua na beira da ponte e uma mais legal que a outra. Na saída da ponte a gente chega na entrada da área do Castelo de Praga e aí temos que encarar uma subidinha nervosa pra chegar até lá.
O Castelo é tipo um Palácio de Buckingham sem marketing. Tem até aqueles guardas na porta que não mudam a cara. Teve até uma idiota que foi zoar o guarda e ele bateu com a arma no chão de uma forma que a mina tomou um susto violento. Aliás, violentas são as estátuas da entrada do Castelo. Já dentro do Castelo, tem uma igreja bem grande, a Catedral de St. Vitus (eu acho). Andando mais pra dentro a gente chega num beco onde tem a casa que morou Kafka, o famoso escritor. Subindo lá tem tipo um museu de armas e armaduras, bem legal.
Depois de algumas horas dando rolê na área do Castelo, deu uma sede e resolvemos começar o caminho de volta. Na descida paramos num "buteco" chamado U Kocoura, um típico bar tcheco, pra tomar o tradicional meio litro de Pilsner e comer um tradicional prato que não lembro o nome nem do que se tratava, além de assistir Inglaterra 2-0 Trinidad. Continuamos a caminhada e fomos ver o Relógio Astronômico, que é outro pico famoso lá apesar de ninguém entender o que ele marca. Nesse rolê todo encontramos mó galera conhecida (Mel, Márcio, Rodrigo, Iglaci, Edson...).
A essa hora a noite já estava caindo e a cidade se transformando. Saem os tiozões vendedores de souvenir e entram os traficantes, mendigos, putas e promoters de puteiros. Aliás, o esquema de puteiro lá é vip, indo com mais 4 amigos eles te levam de graça numa limousine. Chegamos no albergue, trocamos de quarto (ganhamos um quarto exclusivo pra nós 4 por causa da cagada do dia anterior), nos trocamos e saímos pra noite.
Continua no próximo post...

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